Corda do Círio passa por vistoria, a duas semanas das romarias em Belém
Corda do Círio de Nazaré passa por vistoria A corda do Círio 2026, que chegou a Belém esta semana, passou por vistoria neste sábado (26), a duas semanas pa
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Confira os destaques do Jornal Liberal 2ª Edição de sábado, 26 de setembro.
Veja os vídeos do Jornal Anhanguera 2ª Edição de sábado, 26 de setembro de 2026.
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Baleias jubates cruzaram o munod para chegar ao Brasil Duas baleias-jubarte fizeram deslocamentos de até 15,2 mil quilômetros entre o Brasil e a Austrália, no que pesquisadores apontam como o maior percurso já registrado pela ciência para a espécie. Os registros mostram que os animais atravessaram oceanos distintos, algo que ainda não havia sido documentado. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Uma das baleias foi avistada em 2013 na costa leste da Austrália e voltou a ser identificada em 2019, em Ilhabela, no litoral de São Paulo. A outra foi registrada em 2003 no arquipélago de Abrolhos, na Bahia, e, 22 anos depois, apareceu no litoral australiano. O percurso entre os dois pontos chega a cerca de 15,2 mil quilômetros. Baleias-jubarte atravessam oceanos e passam pelo Brasil Reprodução/TV Globo Os registros foram publicados em uma revista científica do Reino Unido. Segundo a pesquisadora equatoriana Cristina Ayala, que liderou o estudo, esse tipo de deslocamento pode estar relacionado às mudanças climáticas e à escassez de alimentos. "São seres como nós que estão também pensando e escolhendo maneiras de sobreviver neste mundo frente aos impactos, e sua maneira de sobreviver possivelmente agora é movendo-se e buscando melhores áreas para poder viver", afirmou a pesquisadora. Como os pesquisadores identificam as baleias A identificação só foi possível graças ao trabalho conjunto de pesquisadores de diferentes partes do mundo. Assim como os seres humanos têm impressões digitais únicas, as baleias possuem marcas e padrões próprios na parte de baixo das caudas. Formato, cor e características das caudas ajudam os pesquisadores a reconhecer cada animal. As fotografias são reunidas em bancos de dados que permitem comparar registros feitos em diferentes países. O site Happywhale, criado pelo pesquisador Ted Cheeseman, recebe fotos feitas por pesquisadores e também pelo público. Um algoritmo cruza as imagens e pode identificar se aquela mesma baleia já foi registrada em outro ponto do planeta. Segundo Cheeseman, esse sistema permite acompanhar os deslocamentos dos animais ao longo do tempo. O pesquisador Júlio Cardoso foi responsável pela fotografia que ajudou a identificar a passagem de uma das baleias australianas pelo litoral paulista. O trabalho exige horas em alto-mar, atenção e paciência para conseguir registrar os animais. "Tem que estar com a câmera pronta, ligada, preparada. É paciência, bons olhos e sorte. Sorte é fundamental para tudo na vida, mas para ver as baleias e fotografar, sorte é fundamental também", afirmou. As novas descobertas ajudam os pesquisadores a entender melhor os deslocamentos das baleias-jubarte e os possíveis efeitos das mudanças ambientais sobre o comportamento da espécie. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional