VÍDEOS: JL1 de sábado, 13 de junho de 2026
Confira o telejornal
Confira o telejornal
Brasileiro relata ingressos nos EUA a R$ 6 mil para ver esteia do Brasil na Copa O engenheiro potiguar Leandro Cabral, que viajou do Brasil para os Estados Unid
Colman Domingo, Tommy Martinez, Emily Blunt e Josh O'Connor em cena de 'Dia D' Divulgação O filme de ficção científica e suspense "Dia D", dirigido por Ste
PSTU definie pré-candidato para disputar as eleições para governador do Ceará O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) no Ceará oficializou
TV Integração de Uberlândia ao vivo: assista aos telejornais
TV Integração de Uberaba ao vivo: assista aos telejornais
TV Integração de Juiz de Fora ao vivo: assista aos telejornais
TV Integração de Divinópolis ao vivo: assista aos telejornais
As equipes de resgate seguem as buscas por um adolescente de 14 anos que continua desaparecido após o naufrágio de uma embarcação no rio Xingu, no sudoeste
Tempestade na região de Campinas tem 25 mil descargas elétricas em 10 minutos Labsat Cepagri-Unicamp/Reprodução A tempestade que atingiu a Região Metropoli...
Tempestade na região de Campinas tem 25 mil descargas elétricas em 10 minutos Labsat Cepagri-Unicamp/Reprodução A tempestade que atingiu a Região Metropolitana de Campinas (SP) na madrugada deste sábado (13) apresentou uma atividade elétrica considerada incomum por meteorologistas. Dados do satélite GOES (Geostationary Operational Environmental Satellite) indicaram mais de 25 mil agrupamentos de flashes em um intervalo de 10 minutos, por volta das 3h50. O índice é utilizado para estimar a intensidade elétrica das tempestades e, não necessariamente, representa uma contagem direta de raios, como explicou o meteorologista Bruno Bainy, do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri), da Unicamp. “É uma forma de mensurar. Tem relação com o número de raios, mas não é uma equivalência direta”, explicou. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp O especialista não informou um parâmetro de comparação para o número registrado na madrugada, mas destacou que tempestades com esse nível de atividade elétrica são relativamente raras na região. Segundo ele, no momento da observação, o índice na RMC era o maior do estado de São Paulo e, possivelmente, do Brasil. Na prática, o número elevado indica uma tempestade mais intensa e com maior potencial para produzir raios. Para os meteorologistas, o dado funciona como uma espécie de "termômetro" da força do evento. Isso quer dizer que, quanto maior a atividade elétrica registrada, mais intenso tende a ser o fenômeno e maior o potencial para a ocorrência de raios. ⚡ Por que isso é importante? Resumidamente, uma atividade elétrica tão intensa significa que a tempestade tinha maior potencial para produzir raios, que podem causar acidentes, interrupções no fornecimento de energia, danos a equipamentos elétricos e incêndios. Como é feita a medição Imagem de arquivo mostra raio na região de Campinas Reprodução/EPTV A detecção é feita pelo satélite GOES, que está posicionado a cerca de 36 mil quilômetros da Terra e conta com um sensor óptico. Entenda: o equipamento identifica clarões produzidos pelas descargas elétricas nas nuvens; os algoritmos do sistema contabilizam os flashes observados; após contabilizar, o sistema agrupa os flashes de acordo com a proximidade espacial e temporal das ocorrências; esse cálculo gera um índice que permite estimar a atividade elétrica de uma tempestade. De acordo com o especialista, quanto maior o número de agrupamentos de flashes, maior tende a ser também a incidência de raios associada ao sistema meteorológico. “Tudo se trata de estimativas. Os algoritmos contabilizam os flashes e os agrupam conforme a distância e o intervalo de tempo entre as ocorrências. Em nenhum dos casos temos uma contagem absoluta”, afirmou. 🛰️ Os dados capturados pelo satélite estão disponíveis para consulta na plataforma Labsat, do Cepagri, pela internet. Basta acessar o menu e selecionar a opção Geostationary Lightning Mapper. Ela mostra o agrupamento de raios das últimas duas horas. Por que o índice foi tão alto? Embora o fenômeno não seja inédito, Bruno destaca que uma atividade elétrica dessa magnitude não é frequente. A eletrificação das tempestades ocorre principalmente por meio da colisão entre partículas de gelo em diferentes camadas da nuvem. Traduzindo: os raios se formam quando partículas de gelo dentro das nuvens ficam se chocando umas com as outras; esses choques acontecem porque correntes de ar muito fortes empurram as partículas para cima e para baixo; quanto mais intensa é essa movimentação dentro da nuvem, maior é o acúmulo de energia elétrica; com essa movimentação, maiores são as chances de ocorrerem descargas, como os raios. O elevado número de agrupamentos de flashes observado sobre a região é um indicativo de que a tempestade possuía uma estrutura bastante organizada e energeticamente intensa. Durante o período analisado, a RMC concentrava uma das áreas de maior atividade elétrica do estado de São Paulo. A detecção por satélite também apresenta vantagens durante a noite. Como o sensor trabalha identificando clarões, a ausência da luz solar reduz a possibilidade de interferências e aumenta a eficiência da observação dos fenômenos elétricos associados às tempestades. Levantamento é importante para a meteorologia Brasil registra recorde de raios em 2025 Os índices elevados de agrupamentos de flashes são uma importante ferramenta para monitorar a intensidade das tempestades em tempo real. Embora não permitam contabilizar exatamente quantos raios ocorreram, os dados oferecem um retrato confiável da atividade elétrica atmosférica. "Quando a gente faz a previsão do tempo, a gente tem alguns parâmetros que nos ajudam a identificar a intensidade potencial dessa turbulência. Então, quando a gente coloca a chance de incidência de muitos raios, é porque a gente antecipa que essa turbulência vai estar muito intensa", explica. "Isso, geralmente, tem a ver tanto com a parte que a gente chama de termodinâmica, que é aquele 'calor e umidade', mas muitas vezes depende mais do que disso. A gente tem aspectos da dinâmica, da hidrodinâmica, da atmosfera, que forçam, ainda mais reforçam esses movimentos turbulentos". VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.