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Davi Gregório tinha 15 anos quando foi baleado e morto, durante uma abordagem policial em 2022, em Londrina. Arquivo pessoal Três policiais militares suspeit...
Davi Gregório tinha 15 anos quando foi baleado e morto, durante uma abordagem policial em 2022, em Londrina. Arquivo pessoal Três policiais militares suspeitos de matar o adolescente Davi Gregório Ferraz dos Santos durante uma abordagem se tornaram réus no processo que investiga o caso. O g1 apurou que os PMs são Fernando Henrique Rodrigues Yoshimine, Rodrigo Soares da Silva e Volnei José Marcelino. A abordagem que terminou com a morte do jovem aconteceu em junho de 2022. Davi tinha 15 anos e foi baleado mais de dez vezes na ação da Polícia Militar do Paraná (PM-PR), em Londrina, no norte do estado. A decisão é da 1ª Câmara Criminal. Nela, o desembargador Miguel Kfouri Neto analisou um recurso feito pela acusação e entendeu que existem indícios suficientes de autoria e materialidade para que os policiais sejam julgados pelo crime de homicídio qualificado, com recurso que dificultou a defesa da vítima e tortura. ✅ Siga o canal do g1 Londrina no WhatsApp Em janeiro de 2025, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a reabertura do inquérito policial que investigava a morte de Davi. O processo tinha sido arquivado depois que o Ministério Público do Paraná (MP-PR) e o juiz de primeira instância concluíram que os policiais militares envolvidos na ação agiram em legítima defesa. Entenda abaixo. Agora, com a decisão proferida pelo Tribunal de Justiça do Paraná, a denúncia contra os policiais foi recebida e eles deixaram a condição de investigados para se tornarem réus na ação penal. Com isso, os advogados de acusação e a defesa dos policiais poderão pedir pela produção de novas provas, bem como a realização de novas diligências e a oitiva de testemunhas. Depois disso, caberá ao magistrado decidir se os policiais serão submetidos ao Tribunal do Júri ou não. O g1 procurou a defesa dos policiais, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem. Assessoria da PM-PR também foi procurada para comentar o caso, mas disse "não se manifesta acerca de decisões judiciais" e que vai se pronunciar "apenas ao final do curso legal do processo, esgotadas todas as esferas de defesa". Inquérito sobre o caso ficou arquivado por mais de dois anos O inquérito sobre o caso foi arquivado duas vezes, a última em novembro de 2022, com a conclusão de que Fernando, Rodrigo e Volnei agiram em legítima defesa. Na época, a corporação divulgou que os policiais foram verificar uma situação de tráfico de drogas, quando viram Davi em um carrinho de lanches, na região central da cidade. O adolescente, então, correu junto com um colega. Davi foi abordado dentro de uma casa e, de acordo com o registro policial, foi baleado quando os policiais perceberam que ele estava armado. A família contesta a versão dos policiais e diz que Davi não estava armado ou com drogas. Além disso, o laudo da perícia mostrou que o adolescente foi atingido por 13 tiros, sendo alguns nas mãos enquanto tentava se proteger. A perícia também apontou que Davi foi ferido no lado esquerdo do corpo. Contudo, foi constatado que a única via de acesso ao cômodo onde ele estava era por uma porta que ficava do lado direito do jovem. Foi por essa porta que os policiais disseram ter entrado. O caso foi reaberto após o ministro Reynaldo Soares da Fonseca considerar que os familiares tinham o direito de que a conclusão inicial fosse revista. Com isso, o inquérito foi encaminhado à Procuradoria de Justiça Criminal, que reconheceu falhas na investigação e aceitou o recurso. Leia também: Eleições: Líder nas pesquisas para o Senado no Paraná, Álvaro Dias desiste de candidatura Londrina: Estudante de 15 anos é morto durante abordagem em que o pai dele era o alvo Previsão do tempo: Frente fria coloca 156 cidades do PR sob alerta de tempestades Superior Tribunal de Justiça manda reabrir inquérito sobre morte de adolescente VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Veja mais notícias em g1 Norte e Noroeste.