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gSeis pessoas foram condenadas por envolvimento em uma estrutura criminosa ligada ao Comando Vermelho, que atuava na coordenação de atividades ilícitas dentro e fora do sistema prisional da Zona da Mata mineira. A sentença é resultado das investigações da Operação Mecanismo, realizada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) em Muriaé, Juiz de Fora, Cataguases,Palma e Rio de Janeiro. Dois réus, apontados como líderes do grupo, foram condenados a mais de 11 de prisão, em regime inicial fechado, além de multa. Eles foram responsabilizados pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e ingresso de aparelhos celulares em unidades prisionais. A Justiça manteve a prisão preventiva dos dois líderes e de outro integrante apontado como responsável pela função de “disciplina” dentro do grupo criminoso. Eles não poderão recorrer em liberdade. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Três mulheres também foram condenadas por participação na organização. De acordo com o processo, elas exerciam funções de gerência ligadas à logística financeira e à administração dos recursos utilizados nas atividades criminosas. A sentença foi proferida em 9 de setembro pela Justiça, em primeira instância, e ainda cabe recurso. O g1 entrou em contato com Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp) para solicitar um posicionamento sobre as investigações de atividades ilícitas nas unidades prisionais, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Entrada de materiais ilícitos na Penitenciária de Muriaé Segundo a sentença, os líderes teriam feito um acordo com o então diretor de Segurança da Penitenciária de Muriaé para facilitar a entrada de drogas, celulares e outros materiais ilícitos na unidade, com pagamento de propina e outros favores. Além disso, o grupo obtinha informações antecipadas sobre operações de revista nas celas. O esquema também permitia a reposição de celulares apreendidos e a manutenção da comunicação entre integrantes da organização criminosa. Operação Mecanismo As condenações são resultado das investigações da Operação Mecanismo, realizada pelo MPMG, que começou no ano de 2022. A terceira fase da ação foi deflagrada em agosto de 2023, quando foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em Muriaé e Palma. Na época, um policial penal tirou a própria vida durante as buscas. O nome dele não foi informado. A quarta fase da força-tarefa ocorreu em 26 de setembro de 2024, também com o cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. A operação contou com a participação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Regional de Visconde do Rio Branco, com apoio do Gaeco de Juiz de Fora e da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público do Rio de Janeiro, da Promotoria de Justiça de Execuções Penais de Muriaé e da Polícia Militar de Minas Gerais. As investigações apontaram a existência de um esquema envolvendo policiais penais, agentes públicos, presos e outras pessoas para facilitar a entrada de drogas, celulares e outros materiais ilícitos em unidades prisionais da Zona da Mata de Minas Gerais, mediante o pagamento de vantagens indevidas e outros benefícios. Forças de segurança em operação em presídio em Juiz de Fora MPMG/Divulgação ASSISTA: MPMG cumpre mandados em Laranjal e Muriaé por suspeitas de fraude em licitações MPMG cumpre mandados em Laranjal e Muriaé por suspeitas de fraude em licitações LEIA TAMBÉM: Operação para combater a corrupção no sistema prisional é realizada na Zona da Mata Grupo criminoso que facilitava entrada de drogas e celulares em presídios da Zona da Mata é alvo de mandados VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata