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Previsão do tempo hoje para Santo André (SP): sol com muitas nuvens; pancadas de chuva à tarde e à noite
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Previsão do tempo hoje para Osasco (SP): sol com muitas nuvens; pancadas de chuva à tarde e à noite
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Previsão do tempo hoje para Guarulhos (SP): sol com muitas nuvens e períodos de céu nublado; noite com pancadas de chuva
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Previsão do tempo hoje para São Gonçalo (RJ): sol com muitas nuvens durante o dia e períodos de céu nublado; noite com muitas nuvens
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Previsão do tempo hoje para o Rio de Janeiro (RJ): sol e aumento de nuvens de manhã; pancadas de chuva à tarde e à noite
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Previsão do tempo hoje para Nova Iguaçu (RJ): sol com muitas nuvens durante o dia e períodos de céu nublado; noite com muitas nuvens
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Previsão do tempo hoje para Niterói (RJ): sol com muitas nuvens durante o dia e períodos de céu nublado; noite com muitas nuvens
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Previsão do tempo hoje para Duque de Caxias (RJ): sol com muitas nuvens durante o dia e períodos de céu nublado; noite com muitas nuvens
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'Paciente zero', 'casta de parasitas', 'falem nosso nome direito': as críticas, ameaças e curiosidades de 70 discursos na ONU
Na ONU, chefes das maiores empresas de IA alertam para ameaça à segurança global
A 81ª edição da Assembleia Geral das Nações Unidas foi marcada por dura...
25/09/2026 01:00
'Paciente zero', 'casta de parasitas', 'falem nosso nome direito': as críticas, ameaças e curiosidades de 70 discursos na ONU (Foto: Reprodução)
Na ONU, chefes das maiores empresas de IA alertam para ameaça à segurança global
A 81ª edição da Assembleia Geral das Nações Unidas foi marcada por duras críticas à própria ONU, além de preocupações com o avanço da inteligência artificial e as tensões militares. Ainda assim, alguns discursos de chefes de Estado renderam momentos curiosos, que vão de um primeiro-ministro se apresentando como vendedor até um presidente reclamando da pronúncia do nome do próprio país.
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▶️ Contexto: Com o auxílio de inteligência artificial, o g1 analisou 70 discursos feitos na Assembleia Geral entre terça-feira (22) e quarta-feira (23). As transcrições das falas foram disponibilizadas pela ONU. Em resumo, os temas que mais dominaram os discursos foram:
Paz e segurança: todos os 70 países analisados citaram o assunto de alguma forma, relatando preocupações com as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio, além do narcotráfico, conflitos locais na África e violações do direito internacional.
Reforma da ONU: 55 países pediram mudanças no sistema das Nações Unidas, incluindo o Brasil. Houve pedidos de expansão do Conselho de Segurança, além de propostas para extinguir ou restringir o poder de veto concedido a Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido.
Mudanças climáticas: o tema esteve nos discursos de 59 países e foi apontado como uma ameaça existencial. Países insulares, africanos, latino-americanos e europeus destacaram os impactos de eventos extremos. Já Argentina e EUA adotaram um posicionamento negacionista.
Inteligência artificial: ao todo, 49 lideranças citaram diretamente a "IA". A tecnologia foi apresentada como uma das maiores transformações da história da humanidade. Ao mesmo tempo, os países pediram cautela e levantaram riscos relacionados ao uso da ferramenta para fins militares.
Os discursos também foram marcados por momentos de tensão. Países como Israel, Irã, Rússia e Estados Unidos foram duramente criticados por ações relacionadas a sanções, guerras e violações do direito internacional.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, por exemplo, foi chamado de "paciente zero" da guerra pelo líder da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Já Donald Trump, dos Estados Unidos, ameaçou "aniquilar" o Irã.
A própria ONU também foi alvo de críticas. O presidente da Argentina, Javier Milei, foi um dos que adotaram um tom mais duro contra as Nações Unidas. Ele chamou a organização de "inútil" e mantida por uma "casta de parasitas fatalmente arrogantes disfarçados de burocratas".
Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou parte do discurso para criticar o que chamou de "tecno-oligarcas", que, segundo ele, tentam impor um ultraliberalismo digital sem regras. Ele também defendeu a regulação ética da IA sob a liderança da ONU.
O evento também rendeu momentos curiosos. O presidente de Nauru, David Adeang, confirmou a mudança no nome do país para Naoero e pediu que as demais nações respeitassem a cultura e a história do território ao reconhecer a mudança.
"O que peço ao mundo não custa nada. Reconheçam e respeitem a identidade que já é nossa. Digam o nosso nome: Naoero".
Nesta reportagem você vai ver os detalhes destes momentos:
Zelensky e o "paciente zero"
Trump e a ameaça de "aniquilar" o Irã
Lula e os "tecno-oligarcas"
Milei e a "ONU inútil"
A mudança de nome de Nauru
O premiê vendedor
Os países que falaram sobre narcotráfico
1. Paciente zero
Zelensky discursa na Assembleia Geral da ONU
Caitlin Ochs/Reuters
Zelensky fez mais um duro discurso contra a Rússia na ONU. O presidente ucraniano acusou Putin de planejar expandir a guerra pela Europa e afirmou que os russos usam soldados de 47 países no conflito contra a Ucrânia.
"Há semanas, os europeus alertam que a Rússia pode ir mais longe na Europa, até mesmo em território da Otan", afirmou, citando informações obtidas por agências de inteligência.
O presidente ucraniano também afirmou que Putin precisa ser parado pela comunidade internacional. Segundo Zelensky, o líder russo busca ajuda para matar mais pessoas e espalhar guerras pelo planeta.
"Depois de tudo isso, você consegue imaginar Putin sem uma guerra? Ele é o paciente zero. Aquele de quem essa ideia de guerra continua se espalhando. E, onde quer que ela se espalhe, leva apenas dor, instabilidade, novos riscos e, é claro, novas crises", afirmou.
"Quanto mais liberdade Putin tiver para agir, mais perigoso o mundo se torna para todos os outros. É por isso que o paciente zero precisa ser detido."
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2. Aniquilar o Irã
O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas na sede da ONU em Nova York, em 22 de setembro de 2026
ANGELA WEISS/AFP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez ameaças contra o Irã durante o discurso na Assembleia Geral. Ele afirmou que poderia "aniquilar" o país caso não chegasse a um acordo para impedir o desenvolvimento de armas nucleares.
Trump disse que tinha uma "grande decisão" pela frente e defendeu um acordo que permitisse ao Irã reconstruir o país. No entanto, voltou a usar um tom ameaçador.
"Um acordo será feito com o Irã para que eles consigam reconstruir um grande país, como já foi antes, talvez um dos maiores países do Oriente Médio, ou será que eu tenho que aniquilar a República Islâmica para o inferno e rapidamente?"
Poucas horas depois do discurso, Trump afirmou que autoridades iranianas e americanas haviam se reunido por três horas para negociar. Segundo o presidente, o encontro foi "muito bom", e uma nova conversa deve ocorrer em breve.
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3. Tecno-oligarcas
Lula discursa na Assembleia Geral da ONU
Reuters/Kylie Cooper
Lula também aproveitou o discurso na ONU para fazer críticas às grandes empresas de tecnologia e defender a criação de regras para o uso da inteligência artificial.
O presidente afirmou que seria uma "omissão histórica imperdoável" não enfrentar o desafio de regulamentar as big techs e a IA. Segundo Lula, um grupo de "tecno-oligarcas" tenta retomar uma versão do ultraliberalismo digital, sem regras ou transparência.
"Eles estão promovendo uma corrida sem limites éticos, ignorando as Nações Unidas e o Painel Científico sobre Inteligência Artificial", afirmou.
Lula ainda citou o papa Leão XIV, que alertou que decisões sobre tecnologia nunca devem ser separadas da consciência e da responsabilidade. O presidente também criticou as bets.
"A indústria bilionária das bets transforma o vício em lucro. Sua disseminação vertiginosa está endividando e destruindo lares. O Brasil não vai tolerar esse modelo de negócio."
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4. ONU 'inútil'
Até agora, Milei foi o chefe de Estado que adotou um dos tons mais duros contra a ONU na Assembleia Geral. No discurso, ele chamou a organização de "inútil" e afirmou que as Nações Unidas já não conseguem cumprir o papel de garantir a segurança coletiva e os direitos humanos.
"Ela se transformou em uma organização inútil que só serve para alimentar uma casta de parasitas arrogantes, disfarçados de burocratas bem-intencionados", afirmou.
Milei citou como exemplo a disputa entre Argentina e Reino Unido pelas ilhas Malvinas. Segundo ele, a ONU já aprovou resoluções sobre o território, mas não conseguiu fazer com que fossem cumpridas.
"As Malvinas não são apenas uma questão entre a Argentina e o Reino Unido, mas também colocam a questão sobre a capacidade desta organização de fazer valer suas próprias resoluções. De que adianta uma resolução se, durante décadas, a contraparte pode agir em sentido contrário?", questionou.
O argentino também espalhou teorias da conspiração sobre a pandemia de Covid-19. Sem apresentar provas, ele afirmou que a recomendação de isolamento social para conter o vírus fez parte de um suposto "experimento global de controle social disfarçado de ciência".
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5. Mudança de nome
O presidente de Nauru, David Adeang, na Assembleia Geral da ONU
Eduardo Munoz/REUTERS
O presidente de Nauru, David Adeang, dedicou parte do discurso na ONU a uma questão curiosa: a forma como o mundo chama o país.
Ele explicou que "Nauru" foi a maneira como estrangeiros passaram a pronunciar o nome, mas que a população local sempre usou Naoero.
Adeang afirmou que o nome carrega a memória dos antepassados, a língua e a identidade do povo de Nauru. Ele agradeceu à ONU e a outras instituições que já passaram a reconhecer a forma "restaurada" do nome e pediu que o restante do mundo faça o mesmo.
"Pode parecer uma pequena cortesia, mas significa muito em casa. O que peço ao mundo não custa nada. Juntem-se a nós para reconhecer e respeitar a identidade que já é nossa. Digam o nosso nome: Naoero", afirmou.
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6. O primeiro-ministro vendedor
Tshering Tobgay, do Butão, na Assembleia Geral da ONU
Eduardo Munoz/REUTERS
O primeiro-ministro do Butão, Tshering Tobgay, surpreendeu logo no início do discurso ao dizer que não estava na ONU como governante, mas como "vendedor". Já nas primeiras frases da fala ele apresentou um projeto chamado de Gelephu Mindfulness City (GMC)
O GMC é uma espécie nova cidade planejada que será construída pelo Butão. Segundo Tobgay, a área terá autonomia para definir regras de governo, legislação e funcionamento do Judiciário.
O primeiro-ministro usou a ONU praticamente uma para fazer uma apresentação de negócios para o projeto. Segundo ele, a nova cidade quer reunir empreendedores e monges, inteligência artificial e consciência humana, centros de dados e centros de meditação.
“Eu estou aqui hoje não como primeiro-ministro, mas como vendedor. E não estou aqui para vender um produto, uma política ou mais uma declaração. Estou aqui para vender uma ideia”, afirmou.
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7. Narcotráfico
O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas na sede da ONU, na cidade de Nova York, EUA, em 22 de setembro de 2026
Mike Segar/Reuters
O narcotráfico e o crime organizado apareceram nos discursos de pelo menos 10 países durante o Debate Geral. Brasil, Equador, Honduras, Jordânia, Panamá, Peru, Seicheles, Síria e Trinidad e Tobago citaram o tema, além dos Estados Unidos.
Em resumo, os países levantaram a necessidade de cooperação internacional. Também houve defesa do chamado "Escudo das Américas", que é uma iniciativa dos EUA para combater o narcotráfico na América Latina. O Brasil não faz parte do grupo.
Trump adotou um tom mais duro. Ele afirmou que classificou os cartéis de drogas como organizações terroristas estrangeiras e autorizou o uso das Forças Armadas americanas para combatê-los. Duas facções brasileiras estão na lista.
"Os cartéis são o Estado Islâmico do Hemisfério Ocidental. Não são pessoas boas. Seus inimigos estão em guerra com a civilização, usando assassinato, estupro, tortura e extorsão como instrumentos de terror", disse.
"Eles deveriam ser mortos, expulsos ou detidos como combatentes inimigos, sem possibilidade de libertação. E é isso que estamos fazendo."
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